terça-feira, 8 de novembro de 2011

Livros Miniatura

Por livros miniatura entende-se um livro que não poderá ultrapassar os 100 mm. No entanto, existem outros critérios de identificação desta categoria de livro que poderão passar pelo tamanho da mancha impressa.
Os livros miniatura surgiram inicialmente pelo seu fácil manuseio e transporte, mas segundo o que pude observar e ouvir tornaram-se quase uma competição de mestria, onde cada artesão poderia dar a conhecer a sua perícia no fabrico destes exemplares, como é o caso de alguns dos livros que encontrei na exposição, que chegavam a medir 3 mm, e que muitas vezes vêm acompanhados de lupas que facilitam a sua leitura.
Pelo meio destas miniaturas, deparei-me com um exemplar ilustrado por Maurice Sendak, que parece ter sido uma publicação "promocional".

Uma curiosidade que o autor do projecto, João Lizardo, nos confidenciou: foi o facto do primeiro livro sobre contraceção ter sido publicado neste formato, pois assim era mais fácil uma leitura em segredo de um assunto que na altura era tabu.

Aconselho uma visita, por estes objectos habituais mas aqui num formato invulgar, misterioso, sedutor e criativo.
Quem diria que dentro de uma noz poderiamos encontrar tantas palavras.
Penso que esta exposição poderá funcionar particularmente bem com crianças, e poderá revelar-se um tema motivador para a exploração em sala de aula.
Mais informações sobre este projecto aqui.









domingo, 6 de novembro de 2011

Fim-de-semana


Este fim-de-semana foi inteiramente dedicado às exposições que pontuam a nossa cidade.
Algumas das visitas foram em pesquisa para projectos e outras em busca de inspiração! O resultado foi diverso, agradáveis surpresas mas noutras a expectativa ficou bastante aquém.

A manhã de sábado levou-me até ao CCB, mais precisamente à Fábrica das Artes para tomar parte da visita guiada à exposição Livros Miniatura, com João Lizardo. Irei escrever em particular sobre esta num próximo post.
A tarde trouxe-me alguma desilusão com a exposição Mundo dos Dinossauros, na Cordoaria.
As legendas e os painéis eram pouco cuidados, e parecia não existir um critério coerente na organização da exposição e disposição de informação.
Circulei um pouco à toa e saí sem perceber bem a que público se destinava, por momentos pensei que estivesse a folhear diferentes manuais escolares e livros enciclopédia, com paginações distintas, o que se veio a confirmar num dos últimos painéis, intitulado Curosidades, onde de podia ler o seguinte: "Algumas destas questões são mais fáceis de responder do que outras, mas as próximas páginas apresentam alguns dos factos e teorias sobre a vida e morte destas espantosas criaturas Pré-históricas." 
A exposição termina com recriações do habitat e de algumas espécies que habitaram os diferentes períodos da era Mesozóica: Triássico, Jurássico e Cretáceo.
Um bom tema mas pouco explorado, no final, lamentei os 6 euros que ali dispendi.

O Domingo teve um cheirinho pelos livros de História de Arte. Uma verdadeira viagem pelo tempo, pelas naturezas-mortas da Europa do séc. XIX e XX, com obras de Picasso, Cézanne, Matisse, Gaugain, Van Gogh, Monet, Manet, Dali, Braque, Vieira da Silva, Amadeo de Souza-Cardoso, entre tantos outros.
Apesar da ampla sala estar cheia e dificultar um pouco a visita, gosto de ver estas casas de saber atrairem a atenção de tanta gente. Aqui fica a sugestão: A Perspectiva das Coisas na Gulbenkian.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

BD Amadora 2011

A passada sexta-feira fui-me perder nas criativas salas da BD Amadora e conhecer mais de perto o trabalho de alguns autores portugueses. Nomedamente o processo de trabalho de Richard Câmara, no livro "O homem que ia contra as portas", uma parceria com Ana Leonor Tenreiro. 
No Encontro de ilustração tive a oportunidade de conversar com ambos e, para quem preferir um relato desenhado desses dias, sugiro uma visita ao blogue do Richard Câmara
Lá encontrarão muitas caras de ilustradores, envolvidas numa linha segura e rápida, sem deixar de lado os detalhes.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Oficinas chapeleiras

O resultado da actividade em redor do chapéu, do livro do Principezinho, teve resultados curiosos.
Apareceram, girafas, zebras, tubarões, dinossáurios, leões, vacas, cães, gatos, porcos, camelos, borboletas... que deram origem a chapéus de tropa, cowboys, xerife, bruxa e tantos outros.
Não fosse o escasso tempo teríamos deixado de lado os lápis de cera e cor para atacar as tintas e fazer estes chapéus crescer na página!























terça-feira, 25 de outubro de 2011

Exposição 2011

Mais um ano, mais um Encontro, mais um Reencontro!
Como sempre, fomos muito bem recebidos em São João da Madeira por toda a equipa da Junta de Freguesia, pelas escolas e por todos aqueles que nos mimaram nestes quatro dias dedicados à ilustração. Muito obrigada!



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

... de se lhe tirar o chapéu...

O ano passado foi assim...
Amanhã a estrada leva-me para São João da Madeira e 4ªf começam mais quatro dias intensos de muita imaginação, sorrisos e cor.
Conheçam a programação do 4.º Encontro Nacional de Ilustração, de 19 a 22 de Outubro, aqui!
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

os verdadeiros chapéus: 4.º Encontro Nacional de Ilustração

Pranchas realizadas para o 4.º Encontro Nacional de Ilustração.
Motivada pelo tema deste ano, decidi pegar num dos chapéus mais conhecidos do universo da criança, o "chapéu" do livro do Principezinho.
Aqui pretendo fazer um verdadeiro convite à imaginação, como que um jogo e estabelecer uma ponte com a obra de Saint-Exupéry.
O meu objectivo é que a criança observe e comece a imaginar que outros animais poderão estar detrás daquelas estranhas formas que desenham perfeitos chapéus.

E que outros chapéus poderiam nascer?
Ou direi antes, que outros animais poderia a jibóia engolir?