De 7 a 9 de Outubro acontece pela terceira vez o Encontro Nacional de Ilustração em São João da Madeira. São mais de 50 ilustradores que se juntam numa exposição colectiva, conferências e workshops.
O tema deste ano é o calçado, a principal indústria do concelho.
Tudo a postos! Hoje a estrada leva-nos para lá.
Mais informações aqui.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Yuriko Maruo, Hosen Nakamura, Hatsumi Hoshino, Yoshihiro Kaku, Risyun Ishii, Gyogetu Akatsuka and Fumon Takahara
Foram os professores que nos preencheram o sábado, numa troca de saberes em diversas áreas desde a caligrafia japonesa, artesanato em pele, colagem até à cerâmica.
As Belas-Artes proporcionaram uma "viagem" ao Japão dentro das comemorações do 150º Aniversário da assinatura do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão.
As Belas-Artes proporcionaram uma "viagem" ao Japão dentro das comemorações do 150º Aniversário da assinatura do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Londres Textil - Chelsea College of Art and Design
7 dias de regresso a uma cidade vibrante! Alguma ansiedade, um quarto cheio de luz, muitos materiais na mala. O ambiente está criado!
Foram dias intensos a experimentar novas técnicas de impressão, a já conhecida serigrafia, devorado, descolorado, impressão através de uma prensa térmica e outras técnicas (que ainda me falta traduzir) como white discharge, colour discharge, flock e foil.
No fim do dia Ben's cookies, passeios por Covent Garden, Magma, London Graphic Centre, V&A Museum, Tate Modern, Portobello Market...
Mais informações sobre o curso aqui.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
"As janelas do meu quarto" de António Gedeão
Tenho quarenta janelas,
nas paredes do meu quarto,
sem vidros nem bambinelas,
posso ver através delas,
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas,
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a Via Láctea,
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza,
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança,
de quatro lados iguais,
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala,
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humildade,
e o silêncio, e a surpresa.
E o amor dos homens, e o tédio,
e o medo, e a melancolia,
e essa fome sem remédio,
a que se chama poesia.
E a inocência, e a bondade,
e a dor própria, e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia,
e a viuvez, e a piedade.
E o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro,
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo.
Todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra,
nas minhas quatro paredes.
Oh janelas do meu quarto,
que vos pudesse rasgar,
com tanta janela aberta,
falta-me a luz e o ar.
nas paredes do meu quarto,
sem vidros nem bambinelas,
posso ver através delas,
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas,
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a Via Láctea,
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza,
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança,
de quatro lados iguais,
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala,
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humildade,
e o silêncio, e a surpresa.
E o amor dos homens, e o tédio,
e o medo, e a melancolia,
e essa fome sem remédio,
a que se chama poesia.
E a inocência, e a bondade,
e a dor própria, e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia,
e a viuvez, e a piedade.
E o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro,
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo.
Todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra,
nas minhas quatro paredes.
Oh janelas do meu quarto,
que vos pudesse rasgar,
com tanta janela aberta,
falta-me a luz e o ar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)












